Messe em [Do]Ação

O ano de 2013 promete muitas coisas boas para o nosso grupo. Nesse ano seremos muito mais ação do que nos anos anteriores. Pretendemos sair mais às ruas e ajudar ao próximo com mais empenho.

Nesse sábado (02) iremos fazer a primeira doação de sangue do grupo e temos como objetivo fazer isso a cada três meses (limite para que as mulheres possam doar).

Esperamos poder aumentar o número de doadores cada vez mais. Esse é só o primeiro passo.

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Saia de cima do muro

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“Para o triunfo do mal só é preciso que os bons homens não façam nada.”
(Edmund Burke)

A tirinha acima mostra exatamente o que Burk quis dizer. Cada vez mais vemos jovens na igreja que consideram o simples fato de frequentarem as missas já é o suficiente.

É onde todos se enganam. Jesus não te chama pra ser expectador e assistir a tudo de camarote com os braços cruzados. Ele quer ver o seu empenho. O próprio Cristo colocou a “mão na massa” e partiu pro trabalho junto de seus discípulos.

Mas o que leva aos jovens de hoje que frequentam a igreja, grupos de jovens, crisma e outros ministérios da comunidade a não terem motivação pra se engajar na obra de Cristo?

Medo? Vergonha? Falta de tempo?

Lembrem-se: não temos muito tempo nessa vida. Ela é curta e passa rápido demais. Precisamos agir hoje!

Se você acha que não está engajado na messe de Jesus, agora é a hora de começar. Não deixe pra amanhã.

E se você já está trabalhando forte na sua comunidade, não deixe que seus amigos de grupo se enfraqueçam, que desistam. Temos a obrigação de motivá-los a continuar na caminhada.

Desça do muro, pois ele pertence ao inimigo e vá pro lado que Jesus está chamando e comece agora a trabalhar.

 

O valor do trabalho em equipe – Os gansos

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O ganso do Canadá, ave migratória, causa especial admiração por suas particularidades. Voando em bando, cruza terra e mar em formação de V, semelhante às esquadrilhas de aviões de caça, cobrindo um percurso de milhares de quilômetros. Sua estratégia: o líder e os da frente, batendo as asas, rasgam o vento, provocando o vácuo criando uma sustentação para a ave seguinte. Voando em formação “V”, o grupo inteiro consegue voar pelo menos 70% a mais do que se cada ave voasse isoladamente. Quando o cansaço mina as forças dos que estão na vanguarda, estes se deslocam para trás e são substituídos por outros com vigor renovado.

Quando pessoas que compartilham de um mesmo sonho e uma mesma direção andam juntas, elas chegam mais rápido por que juntas elas produzem um ambiente positivo de fé.

Sempre que um ganso sai fora da formação e imediatamente sente o peso de voar só, rapidamente ele retorna à formação.

Sabemos que há segurança no grupo e na comunhão e poderemos viver a vida cristã mais facilmente se o fizermos na formação do grupo.

Quando o ganso líder se cansa ele reveza, indo para a traseira do “V”, enquanto outro toma a dianteira.

Quando temos de fazer um trabalho árduo também necessitamos de revezamento. O grupo só vai avançar se todos se revezarem pelo encargo da palavra e da reunião.

Os gansos que vão atrás na formação grasnam o tempo todo para que aqueles que estão à frente mantenha o ritmo e a velocidade.

É um fato da vida que todos necessitamos de estímulo, elogio e apoio para avançarmos em nosso trabalho.

Quando um ganso adoece ou se fere e deixa o grupo, dois outros gansos saem da formação e o seguem para ajudar a protegê-lo. O acompanham até a solução do problema e então reiniciam a jornada no seu grupo original ou se juntam a um novo grupo.

O grupo é um lugar de solidariedade e compromisso mútuo. Não podemos abandonar o nosso irmão quando está em lutas e dificuldades. É uma jornada de solidariedade!

Cristo confiou a seus discípulos a proclamação do evangelho, tarefa que exige o mesmo sentido de cooperação revelado pelos gansos, e que era escasso na igreja de Corinto, dividida em grupos e complacente com o pecado. Paulo censurou-os por isso. Disse: “Há inveja e divisão entre vocês” (1Cor 3;3), mas por outro lado animou-os, também dizendo-lhes: “Nós somos cooperadores de Deus; vocês são lavoura…” (1Cor 3;9).

A conquista da alma humana é a missão que nos foi confiada e somente será bem sucedida se em lugar da fogueira da vaidade e cooperação e a humildade forem a força que move os propósitos dos que trabalham no Reino de Deus. No exercício da vida cristã é insuficiente o provérbio que enfatiza o individualismo: “Cada um por si e Deus por todos”. Melhor será valorizar a filosofia de outro provérbio popular: “A união faz a força”. Precisamos de Paulos e Apolos. Enfim, na travessia do oceano da vida, ninguém será vencedor em voo solitário.

Deus precisa de servos que sejam solidários e responsáveis como os gansos e busquem antes o interesse da igreja e do seu Reino. Você está engajado na obra de Cristo? Pois bem! Desconsidere qualquer pretensão de “voo solo” e agregue-se à equipe que ele convocou: sua igreja. Trabalhando em cooperação, você será beneficiado com a alegria e a bênção da comunhão e o triunfo maior será o crescimento do Reino de Deus.

Grupo, amizade e pessoa

Quantas vezes, em nossa juventude, nos traímos em pensamento, divagando sobre a necessidade e a importância das pessoas, de amigos e amigas na construção de nossa identidade, de nossa personalidade e de nosso projeto de vida!

Uma “traição construtiva”. Ainda que queiramos nos afirmar “autossuficientes”, a vida da gente nos ensina certas coisas que só o coração pode explicar. Ou melhor, só dá para explicar de coração. Ou será que só é possível explicar ao coração?

Por trás de nossas “fortalezas edificadas”, brilha sempre – fogosa, ardente excitante – a busca eterna do sentido de ser, de sondar as profundezas dos ideais, das angústias, de conhecer… Mesmo que abafemos seu brilho, resfriemos seu calor… no descuido, ela está lá. Do jeito que a deixamos, no ponto onde paramos…

Há dentro de nós um “princípio” que nos move ao diálogo, ao relacionamento, à participação, ao encontro: a amizade. A necessidade de descobrirmos “O Diferente” que existe em cada pessoa. Quando me descubro em mim, já sou eu em ti e tu em mim! Distantes muitas vezes, ausentes nunca, jamais é tarde para o encontro, para a conversa. “Um tempo sem fronteiras, fantasias pelo ar, o mundo é meu, é só deixar…” (Flávio Vezzoni).

Para isso, não é difícil perceber que há sempre muito mais para se caminhar do que todo o percorrido. Ao longo de toda a vida, a busca de sentido fundamental da existência vai-se assemelhando a “cavar um buraco em água!” Constitui-se simultaneamente numa decepção e numa alegria. Decepção por nunca ver aumentar a profundidade do buraco. Alegria por saber que, por mais que se “cave”, sempre haverá muito mais água chegando para tomar o lugar daquela que foi retirada” “Prefiro ser esta metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”. (Raul)

Por esta razão torna-se tão importante a participação e o envolvimento em grupos de referência. Seja em grupos para esportes, de música, de estudos, teatro, grupos de jovens… a “turma” é que marca nossa juventude. É a “água nova” preenchendo o espaço do que julgamos já ter conseguido alcançar. O grupo reproduz uma sociedade em miniatura. É um laboratório de sociedade, espaço de participação, de individualidade e coletividade pedagógicas na nossa formação. Nos desacomoda, projeta, conquista.

Fundamental é a amizade

A amizade deve ser buscada. Ela ou é verdadeira, ou não é amizade. É manifestação da alma perscrutando o infinito, fugindo à distância e ao tempo, criando eco na pessoa do outro, da outra, unindo culturas, línguas, religiões… comprometendo, sonhando!

“Sonho que se sonha só, é ilusão!” Em grupo é diferente! Nem melhor, nem pior. O diferente é simplesmente diferente. Por si próprio. O grupo torna “pessoa, os anseios e projetos conhecidos nas relações de “seres em rotação universal”. “O novo” que brota, é sacramento da busca eterna. Ao final, o que há de ficar serão os semblantes, as confidências, as pessoas…

“Mas quem cantava, chorou ao ver seu amigo partir. Mas quem ficou, num pensamento voou, com seu canto que o outro lembrou. E quem voou no pensamento ficou com a lembrança que o outro cantou” (Milton).

Gilberto Flach (Beto)
Artigo publicado na edição 285, jornal Mundo Jovem, março de 1998, página 17.